Divulga UFSC – 17/09/2026 – Edição 2573
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“Vai, Gui! Bora, Gui!”, incentivam os pesquisadores do Laboratório de Esforço Físico (LAEF), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Na esteira, Guilherme Kurtz, atleta da seleção brasileira de atletismo, corre a 26 km/h, enquanto a equipe acompanha atentamente os detalhes do esforço e realiza uma avaliação cardiorrespiratória e metabólica. A análise busca diagnosticar o nível de desempenho, auxiliar na periodização do treinamento e acompanhar a evolução do atleta.
Os resultados ajudam a responder perguntas importantes para o treinamento, como conta o doutorando do Programa de Pós-Graduação em Educação Física Lucas Dalla Vecchia Lanzarini: para o atleta continuar evoluindo, é fundamental entender qual a intensidade adequada para cada treino e em que momento o organismo passa a trabalhar em níveis mais elevados. Em relação ao teste realizado em 2024, o pesquisador relata que Guilherme apresentou uma boa evolução. Os resultados apontaram uma melhoria de 6,3% na velocidade do primeiro limiar de lactato e de 11,1% na velocidade do segundo limiar, além de um avanço de 2,2% na velocidade aeróbia máxima. Além disso, em comparação a 2024, o atleta consumiu 10% a menos de oxigênio para as velocidades avaliadas, indicando uma maior eficiência energética.
As comparações entre as avaliações realizadas em diferentes momentos permitem identificar mudanças no desempenho e nas respostas fisiológicas, de acordo com o pesquisador. Uma melhora pode indicar efeitos positivos do treinamento, enquanto resultados estáveis ou diferentes do esperado podem orientar novos ajustes.
Para quem já está próximo dos limites de sua capacidade fisiológica, manter um desempenho elevado também pode representar um resultado importante. Guilherme representa o Brasil em competições internacionais. É campeão sul-americano, tricampeão do Troféu Brasil nos 1.500 metros e líder do ranking brasileiro da prova. No mês de setembro, Guilherme Kurtz representará o Brasil no campeonato mundial de corrida de rua, em Copenhague na Dinamarca.
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Integrantes da equipe Robota controlam o robô ABSolute durante prova da categoria Combate. (Fotos: Divulgação)
A Robota, equipe de competição do Laboratório de Robótica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), vinculada ao Departamento de Engenharia de Automação e Sistemas, conquistou dois prêmios na 4° Copa Pinhão, uma competição nacional de robótica realizada entre os dias 4 e 7 de setembro, em Curitiba (PR). O projeto conquistou o 1° lugar na categoria Plastic Ant Weigh, mais conhecida como Combate, onde os robôs controlados se enfrentam, e ficou em 3° lugar entre os protótipos da categoria Trekking, que possui o objetivo de superar obstáculos em menor tempo.
O grupo de estudantes é liderado pelo professor Públio Macedo Monteiro Lima, que orienta o trabalho dos 33 integrantes da equipe na criação dos robôs impressos em 3D. O Tardis, que foi ao pódio na categoria Trekking, foi construído a partir de um chassi mecânico plástico e sensores e nomeado em homenagem à série Doctor Who, enquanto o ABSolute, campeão na categoria combate, possui material de filamento em sua composição.
A Copa Pinhão é dividida em cinco modalidades. Na categoria Plastic Ant Weight, robôs rádio-controlados enfrentam-se diretamente em uma arena, respeitando normas rigorosas de peso, que não pode ultrapassar 454 gramas, e materiais de construção. A modalidade Trekking exige autonomia total, desafiando protótipos em formato de veículo a percorrerem um circuito e superarem obstáculos, como rampas e poças d’água, sem qualquer interferência humana e no menor tempo possível.
A precisão técnica também é testada na Seguidor de linha, na qual robôs autônomos buscam concluir um trajeto demarcado por uma linha branca em piso escuro. Já a Art Bot é uma categoria livre dedicada a protótipos criativos, cujo vencedor é definido por votação popular. Por fim, a categoria Sumô desafia os dispositivos, autônomos ou controlados, a empurrarem o oponente para fora da arena circular.
João Hasse | agecom@contato.ufsc.br
Estagiário da Agecom | UFSC

Ferramentas de produção manual de livros do estande OPAcervos (Sepex 2025). Foto: João Hasse/Agecom/UFSC
A organização da 23ª Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Sepex) da UFSC informa que foram prorrogadas, até 17 de setembro, as inscrições para a seleção de monitores. Serão selecionados até 40 estudantes de graduação, do Campus Trindade. As atividades incluem recepção, atendimento ao público, auxílio aos estandes, acompanhamento de visitantes escolares e apoio operacional à organização da Sepex, dentre outras. Pessoas interessadas podem se inscrever, via formulário.
A Sepex 2026 será realizada de 19 a 23 de outubro. Já a Feira da Sepex, evento em que os monitores vão atuar, ocorrerá de 21 a 23 de outubro. O valor total do auxílio é de R$ 350,00 por estudante, para os três dias do evento. As pessoas selecionadas poderão atuar em dois turnos, das 9h às 14h ou das 14h às 19h, com 30 minutos para almoço/lanche, em horários alternados.
Das vagas descritas no edital, 6 (seis) estão destinadas a intérpretes de Libras, 10 (dez) são destinadas a estudantes pretos, pardos, indígenas e quilombolas (que tenham ingressado por Política de Ações Afirmativas ou que sejam público beneficiário da política), 3 (três) vagas para pessoas com deficiência que atendam às especificações da seleção e 2 (duas) vagas para pessoa transexual, travesti, transmasculina, transgênera ou não-binária, conforme Resolução Normativa nº 181/2023/CUn e suas alterações.
A divulgação preliminar da lista de classificados, após entrevistas dos inscritos com a comissão organizadora, está prevista para o dia 24 de setembro, no site oficial da Sepex. Todas as pessoas selecionadas participarão de uma reunião geral de orientação, no dia 14 de outubro, em local e horários pré-determinados no edital.
Antes de realizar a inscrição, os interessados devem ler atentamente o edital, onde estão detalhados os documentos e requisitos necessários para inscrição e para acesso às vagas da Política de Ações Afirmativas. Entre os critérios gerais estão possuir disponibilidade para atuar nos horários da Sepex e participar da reunião de organização e orientações gerais no dia 14 de outubro, em pelo menos um dos horários programados. Para os bolsistas intérpretes de Libras, um dos requisitos é ter proficiência na Língua Brasileira de Sinais ou estar cursando graduação em Letras-Libras a partir da terceira fase.
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Estudante de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ecologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Felipe Cordeiro Serigheli será a única pessoa brasileira a participar da primeira Reunião Anual de Futuras Lideranças Globais, que ocorrerá em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, de 13 a 15 de outubro.
Luiz Felipe tem graduação em Ciências Biológicas e possui mestrado em Ecologia pela UFSC, é líder do ponto de conexão de Florianópolis de uma rede global de voluntariado para juventude chamada de Global Shapers. A rede tem conexão com Fórum Econômico Mundial (FEM) que promove a reunião de lideranças globais em parceria com o governo dos Emirados Árabes Unidos.
Criada pelo Fórum Econômico Mundial, a Global Shapers Community constitui uma rede global de voluntariado pautada na mobilização da juventude para a realização de ações de impacto nas suas comunidades locais.
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Wellington dos Santos Valente, estudante do mestrado em Engenharia Têxtil da UFSC Blumenau. (Fotos: Fabricio de Almeida – IEL/SC)
O estudante do mestrado em Engenharia Têxtil da UFSC Blumenau Wellington dos Santos Valente conquistou o 2º lugar na categoria Projeto Inovador do Prêmio IEL de Talentos, promovido pelo Instituto Euvaldo Lodi, de Santa Catarina (IEL/SC). O projeto intitulado Plataforma IIoT para Retrofitting Digital – Automação de apontamento de produção e parada em uma indústria têxtil, vem sendo desenvolvido por meio de uma bolsa de pesquisa e inovação do programa Inova Talentos, dentro de uma indústria têxtil do Alto Vale. A dissertação de mestrado é orientada pela professora Ana Julia Dal Forno. A cerimônia foi realizada no dia 2 de setembro, na sede da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), em Florianópolis.
O mestrando explica que, nas fábricas tradicionais, o controle da produção ainda é feito com papel e caneta, o que gera muito retrabalho e erros. “O meu projeto resolve isso transformando máquinas antigas em equipamentos modernos e conectados, sem que a indústria precise investir milhões trocando o maquinário.”
O projeto inovador consiste na instalação de um pequeno dispositivo inteligente diretamente nas máquinas legadas (equipamentos mecanicamente produtivos mas que não informam seu índice de eficiência). “Ele lê o movimento das peças e traduz isso automaticamente em metros ou peças produzidas, enviando os dados em tempo real pela internet para um painel gerencial. Se a internet cair, o dispositivo guarda as informações (tecnologia store and forward) e envia tudo assim que a conexão voltar, sem perder nenhum dado”, explica o pesquisador.

Cerimônia foi realizada no dia 2 de setembro, na sede da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), em Florianópolis.
Para Wellington, receber esse reconhecimento foi extremamente gratificante e validador. “Como a categoria de Projetos Inovadores avalia exatamente as soluções desenvolvidas através do Inova Talentos, eu sabia que a nossa pesquisa possuía um potencial enorme de impacto. Esse prêmio comprova que a solução tem total capacidade de se destacar e, mais importante, de ajudar a indústria catarinense a dar um passo real, acessível e prático rumo à Indústria 4.0”, avalia.
A premiação tem como objetivo reconhecer estudantes, pesquisadores, empresas e instituições de ensino que fortalecem programas de estágio, pesquisa e desenvolvimento de talentos. A edição deste ano recebeu 110 inscrições. Os vencedores representarão Santa Catarina na etapa nacional do prêmio, prevista para ser realizada em dezembro deste ano.
Daiana Martini/Divisão de Comunicação UFSC Blumenau
Fotos: Fabricio de Almeida (IEL/SC)
A Universidade Federal de Santa Catarina foi destaque no Prêmio CAPES de Tese – Edição 2026, conquistando dois prêmios e uma menção honrosa em diferentes áreas do conhecimento. Foram reconhecidos os pesquisadores Guilherme Fidelis Peixer, da área de Engenharia Mecânica, e Camila Pereira Bruzinga, de Aquicultura. Philipi Cavalcanti Ricardo foi agraciado com menção honrosa em Ciência e Engenharia de Materiais.
O Prêmio CAPES é um dos mais importantes da ciência nacional, pois reconhece trabalhos de doutorado considerados de destaque em 50 áreas de avaliação da pós-graduação brasileira. A lista reúne pesquisas desenvolvidas em diferentes regiões do país e contempla temas que vão da biotecnologia e inteligência artificial à educação, meio ambiente, saúde, direitos humanos e ciências sociais.
A distinção também referencia os programas de pós-graduação e os orientadores dos trabalhos, que acompanham as produções científicas celebradas pelo órgão de fomento. Para realizar a seleção, a CAPES constituiu comissões específicas formadas por representantes das 50 áreas de avaliação. O resultado divulgado contempla um vencedor em cada área.
No caso dos trabalhos da UFSC, os programas de pós-graduação que deram origem às teses são qualificados com conceitos de excelência junto ao sistema de avaliação da Capes. O PPG de Ciência e Engenharia de Materiais tem nota 7, o conceito de excelência; Aquicultura nota 6, destacando-se dentre os melhores do país; e o de Engenharia Mecânica, nota 5, de elevado padrão.
Os trabalhos premiados da UFSC
Engenharia Mecânica
Optimization of the performance of magnetic refrigeration systems using artificial intelligence – Guilherme Fidelis Peixer, orientado por Jader Riso Barbosa Jr., com co-orientação de Jaime Lozano Cadena.
Aquicultura
Desenvolvimento de produto nanoestruturado contendo astaxantina e ácidos graxos de origem vegetal e sua aplicação no arraçoamento e performance de Penaeus vannamei – Camila Pereira Bruzinga, orientada por Marcelo Maraschin.
Ciência e Engenharia de Materiais (Menção Honrosa)
Síntese verde de nanopartículas de ouro e pontos quânticos de grafeno: estabilidade coloidal e aplicação em sensores eletroquímicos – Philipi Cavalcante Ricardo, orientado por Márcio Celso Fredel, com co-orientação de Filipe Samuel Silva.
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Estudos com apoio técnico do Laboratório de Transportes e Logística da Universidade Federal de Santa Catarina (LabTrans) e liderados pela Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese) subsidiam a modelagem preliminar do novo sistema de transporte coletivo urbano de São José, município situado na Grande Florianópolis. A proposta está em consulta pública até 19 de setembro e prevê ampliar o serviço das atuais sete linhas e 23 ônibus para até 17 linhas e 30 veículos.
De acordo com a pesquisadora Geruza Kretzer, do LabTrans, os levantamentos apontaram problemas que afetam diferentes aspectos da operação. “As pesquisas realizadas e a análise dos dados operacionais identificaram como principais desafios a baixa oferta de horários, especialmente à noite e nos fins de semana, deficiências na integração entre linhas e sistemas, lacunas de cobertura em algumas regiões do município e tempos de deslocamento elevados”, explica.
O trabalho reúne dados sobre demanda, deslocamentos da população e operação do sistema atual para apoiar o planejamento e a estruturação do futuro modelo de concessão do transporte coletivo. As análises permitiram identificar necessidades relacionadas à cobertura, frequência, integração e eficiência do serviço.
As condições dos veículos e dos pontos de parada também aparecem no diagnóstico, assim como a necessidade de aprimorar as informações disponibilizadas aos usuários. Outro aspecto identificado foi a distribuição desigual da demanda, concentrada em determinados horários e eixos, enquanto outros trechos apresentam baixa utilização. Segundo Geruza, esse cenário indicou “a necessidade de uma rede mais flexível e adequada aos diferentes padrões de deslocamento da população”.
Pesquisas identificaram padrões de deslocamento
As pesquisas de Origem e Destino e de Embarque e Desembarque foram utilizadas para compreender como a população se desloca e de que forma o sistema existente é utilizado. “As pesquisas mostraram um forte padrão pendular de deslocamento, com concentração das viagens nos períodos da manhã e do fim da tarde, principalmente em direção aos principais polos de emprego, comércio e serviços do município”, explica a pesquisadora.
Os dados também evidenciaram a concentração dos fluxos em alguns eixos estruturadores e a forte relação de São José com o sistema de transporte da Região Metropolitana. Ao analisar a utilização das linhas ao longo do dia e nos diferentes sentidos de operação, os estudos identificaram trechos e horários com baixa ocupação e áreas onde a demanda não é atendida adequadamente. Essas informações também permitiram identificar oportunidades para tornar os itinerários mais diretos e eficientes.
Ampliação considera demanda, cobertura e frequência
A proposta de passar de sete para até 17 linhas e de 23 para 30 ônibus foi definida a partir dos resultados dos levantamentos e de critérios técnicos. A mudança, conforme Geruza Kretzer, não significa apenas acrescentar linhas e veículos ao sistema existente. “A ampliação proposta não representa simplesmente o aumento do número de linhas ou de veículos”, diz. “O dimensionamento foi realizado a partir de critérios técnicos relacionados à demanda de passageiros, cobertura territorial, frequência necessária, tempo de viagem e capacidade operacional do sistema”, completa.
Dados das pesquisas e da bilhetagem foram utilizados para estimar a demanda atual e identificar necessidades não atendidas adequadamente pela rede. A partir dessas informações, foram definidos novos itinerários, calculados os intervalos entre as viagens e dimensionada a frota necessária para atender aos períodos de maior movimento.
A previsão de até 17 linhas busca ampliar a cobertura, estabelecer ligações mais diretas e diminuir a dependência de poucos eixos e pontos de conexão. A quantidade de veículos, por sua vez, foi dimensionada considerando a operação necessária para garantir os níveis de serviço previstos na modelagem.
A proposta busca estruturar uma rede com diferentes funções complementares. Entre as soluções estão as linhas circulares, concebidas para aumentar as conexões entre bairros e reduzir a necessidade de deslocamentos excessivamente centralizados. Os pontos de integração têm a função de facilitar a transferência entre linhas e organizar a rede, com a perspectiva de proporcionar conexões mais eficientes e melhorar as condições de espera e de informação aos usuários.
Já as linhas expressas e semiexpressas são consideradas uma possibilidade de evolução futura do sistema, associada à implantação de infraestrutura adequada de integração. Na modelagem inicial, as linhas foram dimensionadas como paradoras. “De forma geral, essas soluções buscam reduzir tempos de deslocamento desnecessários, melhorar a conectividade entre diferentes regiões e oferecer uma rede mais simples e eficiente para o passageiro”, afirma Geruza.
Consulta pública recebe contribuições até 19 de setembro
A modelagem preliminar está em consulta pública pela Prefeitura de São José até 19 de setembro. As manifestações da população poderão fornecer elementos para eventuais ajustes na proposta. A participação dos usuários complementa os levantamentos realizados. “A consulta pública é uma etapa importante para complementar o processo de elaboração da proposta e permitir que a população contribua a partir de sua experiência cotidiana com o sistema”, afirma a pesquisadora.
Com a consulta pública, os dados técnicos levantados durante os estudos passam a ser complementados pela experiência dos usuários antes da definição dos encaminhamentos e de eventuais ajustes na modelagem final do transporte coletivo de São José. Contribuições relacionadas a itinerários, cobertura territorial, horários, pontos de parada e possibilidades de integração podem ser consideradas no aperfeiçoamento da modelagem.
A Prefeitura de São José será responsável pelo recebimento e pela avaliação das manifestações, considerando a pertinência das contribuições e seus impactos sobre a proposta. A análise poderá levar em conta os estudos técnicos já realizados e aspectos operacionais, de demanda e de viabilidade do sistema.
Com informações do Laboratório de Transportes e Logística – LabTrans
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O Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat) publicou o Informativo nº 54, referente ao mês de agosto. Nesta edição, o boletim traz artigos e análises de relatórios sobre a conjuntura internacional e nacional, sobre a temática do ensino econômico e assuntos da economia catarinense.
Na seção sobre temas da conjuntura internacional, o boletim do Necat reproduz artigos de dois ganhadores do Prêmio Nobel de Economia: Joseph Stiglitz, ex-economista chefe do Banco Mundial, analisa como o presidente dos EUA, Donald Trump, ignora leis internas para aplicar tarifas sobre o comércio mundial, com impacto sobre o próprio consumidor norte-americano. Paul Krugman discorre sobre as restrições de acesso a programas estatais de alimentos e de saúde e como isso prejudica os pobres e a classe média dos EUA.
Na conjuntura nacional, a publicação traz os artigos “Juros altos combatem a inflação ou também ajudam a reproduzir o problema?”, do professor Maurício Martinelli Luperi; e “Meta de inflação como disciplina fiscal”, do economista Manoel Pires. Os artigos analisam de maneira crítica como a política de juros altos, usada para combater a inflação, afeta outras variáveis econômicas.
O economista Michael Roberts analisa a elevação de status da disciplina de Economia em escolas e universidades no artigo “A economia está mudando?”. Essa mudança estaria associada ao potencial de proporcionar uma carreira mais bem remunerada em instituições financeiras e governos.
O boletim traz ainda artigos e análises sobre os diferentes comportamentos dos setores da economia catarinense, produzidos por graduandos em Ciências Econômicas e bolsistas do Necat. Gabriel Schwalbe Hoffmann e Júlia Lucena Picolli assinam o artigo “Produção Industrial Catarinense recua 1,8% em junho de 2026”; “Varejo encerra o primeiro semestre de 2026 com recuperação interanual e Santa Catarina entre os destaques do País”, de Rafael Nicolo Serra Ferreira; “Setor de serviços de Santa Catarina cresceu 0,9% em junho/26”, de Kauê Soares Alexandre e “Estoque de empregos em Santa Catarina permaneceu estável no mês de junho”, de Guilherme Daniel Winter, João Marcelo Sovinski e Renan Angst Marcomini.
Veja a íntegra do Boletim no site do Necat
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A comissão organizadora da 23ª Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Sepex) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) publicou nesta sexta-feira, 4 de setembro, editais para a apresentação de propostas ao evento, que será realizado de 19 a 23 de outubro.
Propostas de minicursos, estandes para a Feira de Ciências e rotas temáticas poderão ser enviadas até o dia 24 de setembro, por meio da plataforma da Sepex: sgsepex.ufsc.br. As inscrições de propostas a serem incluídas nas Rotas Temáticas para visitações devem ser feitas através do Formulário de inscrição Rotas Temáticas. A seleção das propostas ocorre entre 28 e 30 de setembro, com homologação e resultado final publicados até o dia 9 de outubro.
As modalidades de Feira de Ciências, Rota Temática e Minicursos da Sepex 2026 serão organizadas em oito áreas temáticas: Educação, Direitos Humanos e Justiça, Trabalho, Saúde, Meio Ambiente, Comunicação, Cultura, e Tecnologia e Produção. Podem apresentar propostas servidores docentes e técnico-administrativos em educação (TAEs), dos quinze Centros de Ensino da UFSC e das Unidades Administrativas – a possibilidade se estende a estudantes, desde que supervisionados por um orientador docente ou TAE, responsável pela submissão.
>>> Acesse os detalhes do edital de realização
“Ciência Delas”
Em 2026, a 23ª Sepex celebra o protagonismo feminino com o tema Ciência Delas. Com a realização da Sepex, a UFSC busca se aproximar da sociedade de maneira interativa, por meio da exposição de seus projetos de ensino, pesquisa, extensão e inovação, estimulando a socialização da ciência, a reflexão, o debate, a troca de experiências e a curiosidade científica.
A Feira de Ciências será realizada entre 20 e 22 de outubro, das 9h às 18h, no Centro de Cultura e Eventos Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo da UFSC, em Florianópolis. Em estandes montados especialmente para a feira, estudantes, professores e servidores técnicos da UFSC apresentam projetos de ensino, pesquisa, extensão e/ou inovação, em interação com o público presente. A visita aos estandes é livre, gratuita e não necessita de inscrição ou agendamento prévio.
Atrações são gratuitas
Dezenas de minicursos serão ministrados durante todo o período da Sepex, de 19 a 23 de outubro. São cursos de curta duração – de 4 a 12 horas – oferecidos gratuitamente à comunidade interna e externa da UFSC, nas modalidades presencial ou virtual. Para participar, é necessário inscrever-se. A participação em minicursos dá direito a certificado.
As Rotas Temáticas estarão abertas entre 20 e 22 de outubro para visitação, das 9h às 18h. As rotas são espaços da UFSC abertos à visitação pública durante a Sepex, incluindo laboratórios, áreas de exposições, salas de projetos com estrutura própria, entre outros. Estudantes, professores e servidores técnicos recepcionam os visitantes e apresentam informações sobre os ambientes. Para participar, é necessário agendamento.
O egresso do Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Ciências Mecânicas e engenheiro civil de infraestrura formado pela UFSC, Rafael Cristyan Fronza, foi o vencedor do Prêmio João Menescal Fabrício, edição 2026, concedido à Melhor Dissertação desenvolvida no âmbito das universidades brasileiras, na área de Asfaltos, pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP).
A pesquisa intitulada Estudo da Formulação e Avaliação do Desempenho à Deformação Permanente de Misturas Asfálticas de Módulo Elevado Utilizando Ligante Asfáltico Altamente Modificado HiMA foi orientada pelo professor Breno Salgado Barra e executada nas instalações do Laboratório de Desenvolvimento e Tecnologia em Pavimentação (LDTPav), do Campus da UFSC Joinville.
A dissertação abordou o desenvolvimento de misturas asfálticas do tipo Enrobé à Module Élevé (EME), para utilização em camadas de base e sub-base nas estruturas de pavimento, com enfoque inédito na aplicação de uma matriz betuminosa de elevado desempenho mecânico e reológico denominada Highly Modified Asphalt (HiMA).
A inovação conta com arranjo da cadeia molecular composto pelo polímero Estireno-Butadieno-Estireno (SBS), formulado em parceria com a multinacional Kraton Polymers, na França, com a Rudnick Minérios, de Joinville e com a distribuidora CBB Asfaltos, de Curitiba. As parcerias forneceram os insumos da pesquisa.
Outro fator de destaque do estudo foi o fato de utilizar níveis de formulação da metodologia francesa, considerada de vanguarda científica mundial, com adaptação ao contexto produtivo e de aplicação à realidade do mercado brasileiro.
A pesquisa foi realizada no âmbito do Termo de Execução Descentralizada (TED) nº 702/2020, celebrado entre a UFSC e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), intitulado “Avaliação do Comportamento Viscoelástico Linear de Misturas Asfálticas no Dimensionamento de Pavimentos Rodoviários Submetidos a Carregamento Dinâmico”, tendo o LDTPav atuado em representação ao Campus UFSC/Joinville.
Com informações da UFSC Joinville
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Pesquisador foi premiado pelo desenvolvimento de um refrigerador magnético para condicionamento de ar usando Inteligência Artificial (Acervo Pessoal)
O pesquisador Guilherme Fidelis Peixer, egresso do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica e pesquisador de pós-doutorado no POLO – Laboratórios de Pesquisa em Refrigeração e Termofísica, foi premiado pela Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecânicas pelo projeto, construção e otimização de um refrigerador magnético. A inovação, que utiliza Inteligência Artificial, é aplicada no condicionamento de ar. O trabalho foi desenvolvido durante o doutorado.
“A refrigeração magnética é uma alternativa à refrigeração convencional que pode eliminar o uso de gases refrigerantes de efeito estufa. Desenvolvi modelos por IA para os componentes do sistema e os acoplei a algoritmos de otimização, reduzindo tempo e custo de projeto”, explica Peixer. “Na parte experimental, coordenei a montagem e caracterização de três gerações de um protótipo, um dos primeiros refrigeradores magnéticos no mundo capaz de resfriar um cômodo em condições reais de operação. Os métodos de IA desenvolvidos foram depois aplicados a outras áreas, como liquefação de hidrogênio, captura de carbono e monitoramento de poços de petróleo”, sintetiza.
Os resultados apresentados no estudo demonstram que a inteligência artificial pode desempenhar um papel fundamental no avanço da comercialização da refrigeração mais sustentável e energeticamente eficiente. “Esta tese representa anos de trabalho aplicando inteligência artificial, aprendizado de máquina e otimização a sistemas de energia e térmicos, com um objetivo comum: avançar na descarbonização e na transição energética. Os métodos se estenderam a desafios mais amplos, como tecnologias de hidrogênio, captura, utilização e armazenamento de carbono e na estabilidade termoestrutural de poços de petróleo e gás”, afirmou.
A qualidade da tese rendeu a ele outros destaques. Guilherme foi vencedor da etapa brasileira do Falling Walls Lab 2024, representando o Brasil na final em Berlim; foi destacado pela Academia Brasileira de Ciências para o BRICS Young Innovator Prize, na Rússia, e recebeu o prêmio de melhor trabalho no Congresso Brasileiro de Hidrogênio. A pesquisa também foi desenvolvida na Stanford University, nos Estados Unidos, com bolsa do CNPq e orientação do professor Daniel Tartakovsky, e na University of Ljubljana, na Eslovênia, com bolsa Erasmus+ e orientação do professor Andrej Kitanovski.
“Fico muito feliz em trazer esse reconhecimento para o Polo e para UFSC. Mais do que um resultado individual, esse prêmio é fruto do trabalho de toda a equipe de novas tecnologias do POLO, construído ao longo de mais de uma década, e da orientação dos professores Jader Barbosa Jr. e Jaime Lozano”, pontua o pesquisador. A tese, intitulada Optimization of the Performance of Magnetic Refrigeration Systems using Artificial Intelligence, foi defendida em dezembro 2025.
Além dele, o pesquisador Kelvin Guessi Domiciano também foi reconhecido pela Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecânicas, com menção honrosa ao trabalho Development of Novel Thin Loop Heat Pipes for Electronics: Modelling and Experiments, sob orientação da professora Marcia Barbosa Henriques Mantelli e do professor Sauro Filippeschi. O prêmio ABCM/Springer Nature 2025 teve 63 candidaturas, sendo 25 delas para a categoria tese de doutorado. A premiação foi realizada em agosto, no Maranhão, no Congresso Nacional de Engenharia Mecânica.
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O professor Arcângelo Loss, do Departamento de Engenharia Rural do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), integra o grupo internacional de pesquisadores que participou da elaboração do Status of the World’s Soil Resources 2026 (SWSR 2026), relatório mundial sobre a situação dos recursos do solo publicado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em colaboração com o Painel Técnico Intergovernamental sobre Solos (ITPS) e a Parceria Global pelo Solo (GSP).
Loss é um dos autores do capítulo 10, que faz um estudo sobre o Cerrado brasileiro e suas transformações, tendo o solo como foco de análise. Os solos são analisados por exercerem um papel fundamental para os ecossistemas e para a sociedade. “Além de sustentarem a produção de alimentos, fibras e energia, participam da regulação da água, da ciclagem de nutrientes, do armazenamento de carbono e da manutenção da biodiversidade”, sintetiza o texto de divulgação do relatório.
Segundo o professor, no caso do Cerrado, que tem cerca de 95% de sua área situada no Brasil, a erosão permanece como uma das principais ameaças. Isso ocorre especialmente em áreas com desmatamento, superpastejo e baixa adoção de práticas conservacionistas.
“O superpastejo ocorre quando a intensidade ou a frequência do pastejo é superior à capacidade de recuperação da pastagem. Na prática, um número excessivo de animais por área, ou a permanência dos animais por tempo prolongado sem períodos adequados de descanso, reduz a cobertura vegetal e a quantidade de resíduos que protegem o solo”, explica o professor.
Ele acrescenta que o pisoteio também pode favorecer a compactação, reduzindo a infiltração de água e aumentando o escoamento superficial e a suscetibilidade à erosão. “No Cerrado, o relatório identifica o superpastejo, juntamente com o desmatamento, entre os fatores associados à erosão do solo”.
O relatório elaborado com a parceria do professor também aponta que as perdas médias anuais de solo podem chegar a cerca de 8,9 toneladas por hectare e serem muito superiores em áreas sem cobertura permanente e sem práticas adequadas de conservação. “Exemplos são áreas que permanecem com pouca ou nenhuma cobertura vegetal em determinados períodos, preparo intensivo ou inadequado do solo e ausência de estratégias de conservação da água e controle do escoamento superficial”, explica.
Ainda conforme o professor, isso é particularmente relevante no Cerrado porque as chuvas apresentam elevado potencial erosivo. “O relatório mostra que áreas sem cobertura permanente apresentam perdas de solo significativamente maiores e destaca como alternativas o plantio direto, os sistemas agroflorestais e a integração lavoura-pecuária-floresta”.
Apesar de elencar dados sensíveis a respeito do solo do Cerrado, o relatório também indica pontos positivos, como a agricultura conservacionista e o sistema plantio direto, que mantêm resíduos vegetais protegendo a superfície e reduzem a erosão. Outro ponto de destaque são os sistemas agroflorestais e da integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF).
“Essas estratégias aumentam a cobertura e a diversificação do sistema produtivo e contribuem para proteger o solo. O relatório registra que a adoção dessas práticas já está associada à melhoria do controle da erosão em algumas áreas do Cerrado e identifica também estabilização dos estoques de carbono orgânico do solo em determinadas áreas agrícolas, indicando avanços no manejo sustentável”.
Entre os pesquisadores brasileiros que tiveram participação de destaque no relatório da FAO estão também a professora Lúcia Helena Cunha dos Anjos, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), integrante do comitê editorial do relatório e líder pelo ITPS do capítulo regional, e o professor Marcos Gervasio Pereira, também da UFRRJ, que participou como autor líder da sub-região do Cerrado.
Sobre o relatório
Apesar da importância do solo, ainda existem lacunas importantes no conhecimento sobre a dinâmica, o estado de conservação e as ameaças em diferentes regiões do planeta. Para ampliar esse conhecimento, o ITPS, com apoio da FAO e da Parceria Global pelo Solo, iniciou em 2014 uma avaliação internacional que resultou na primeira edição do Status of the World’s Soil Resources, publicada em 2015.
A edição de 2026 atualiza esse diagnóstico aproximadamente uma década depois. O documento reúne evidências científicas sobre a evolução da situação dos solos, as principais ameaças associadas à degradação e avaliações regionais que permitem identificar tendências observadas ao longo desse período e discutir perspectivas para o futuro.
O relatório reforça a necessidade de transformar o conhecimento científico disponível em ações concretas de conservação e recuperação. Na mensagem apresentada por ocasião do lançamento, a FAO e o ITPS destacam a necessidade de uma mudança da lógica de exploração para uma abordagem de gestão responsável dos solos, com ações compatíveis com a urgência e a escala dos desafios atuais.
Temas como manejo conservacionista, recuperação de solos degradados, aumento da matéria orgânica, conservação da biodiversidade, uso eficiente de nutrientes e água e desenvolvimento de sistemas agrícolas mais resilientes ganham importância crescente diante das mudanças climáticas e da necessidade de produzir alimentos de forma sustentável.
O Status of the World’s Soil Resources 2026 e seus materiais complementares estão disponíveis gratuitamente na plataforma de conhecimento da FAO.
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Aproximadamente 200 estudantes de escolas da região de Florianópolis animaram o Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal de Santa Catarina na manhã desta sexta-feira, 28 de agosto, primeiro dia de atividades do UFSC Rural, evento em que a Universidade apresenta à comunidade diversas iniciativas e projetos ligados ao mundo rural. As atividades do UFSC Rural continuam neste sábado, 29 de agosto, com estandes, exposições, minicursos e feirinha de produtos da agricultura, abertos à participação de toda a comunidade. A programação para os dois dias do evento prevê a realização de 32 atividades.
Os estudantes que estiveram no CCA nesta sexta-feira, receberam um “passaporte”, espécie de panfleto que recebia selos a cada estação de conhecimento visitada por eles: ‘Mundo das Abelhas’, ‘Descobrindo os Insetos’, ‘Animais do Mar’ e ’O Solo é Assim’. O objetivo da rota é permitir que os alunos possam descobrir o funcionamento da fauna, flora e solos existentes na natureza.
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