Divulga UFSC – 06/11/2026 – Edição 2605
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O Curso de Licenciatura em Educação do Campo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o Grupo de Pesquisa em Educação Ambiental e Cultura Oceânica do Laboratório (BiogeoQMar) promovem, junto com outros projetos e instituições parceiras, o lançamento do livro Porto de Parada: a ciência e a cultura oceânica para um futuro justo e sustentável.
Organizado por Alessandra Larissa Fonseca e Eduarda de Aguiar Canabarro, Porto de Parada é livro-memória que registra, valoriza e divulga as ações e vivências de instituições e coletivos catarinenses que navegaram na 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT/MCTI/2025) com o tema Planeta Água: a cultura oceânica para enfrentar as mudanças climáticas no meu território.
O livro apresenta iniciativas pedagógicas, saídas de campo, exposições e mostras científicas que aproximam as novas gerações do mar, reforçando a urgência da adaptação climática, da preservação dos ecossistemas marinho-costeiros e da sustentabilidade ecológica.
O processo para a produção do livro ocorreu de forma descentralizada em 19 municípios de Santa Catarina, concentrando ações na SNCT, entre os dias 20 e 25 de outubro de 2025, reverberando em atividades de divulgação científica até outubro de 2026. A ação utiliza a metodologia do Balanço Ético Global (BEG), que examina o território através do passado, presente e futuro. O público-alvo englobou crianças, adolescentes e jovens da educação básica da rede pública, educadores, gestores públicos e comunidades tradicionais, indígenas e pesqueiras. O objetivo geral consistiu em promover e fortalecer a Educação Científica, a Cultura Oceânica e a Educação Climática na região, articulando instituições de ensino, pesquisa e o terceiro setor para intensificar a divulgação científica, engajar a sociedade em ações de ciência cidadã e valorizar os saberes locais.
Metas
As metas estabelecidas projetaram a participação de mais de 10 mil pessoas, a formação direta de pelo menos 200 educadores, a produção de recursos educativos abertos e a consolidação das propostas territoriais em uma carta coletiva. Tais metas foram atingidas por meio de exposições científicas interativas, oficinas em terra e embarcadas, mostras de ciências e vivências guiadas pela metodologia do Balanço Ético Global, que conectou o passado, o presente e o futuro dos territórios.
Como principais resultados e conclusões, o evento demonstrou que a aproximação entre a ciência acadêmica e os saberes tradicionais é indispensável para enfrentar a emergência climática. As discussões e práticas evidenciaram que a adaptação nos territórios costeiros exige ações integradas de manejo de resíduos, preservação de ecossistemas como manguezais e restingas e o fortalecimento de políticas públicas e da educação ambiental crítica e participativa.
O projeto recebeu apoio financeiro do Pop Ciência CNPq/MCTI Nº 11/2025, em uma rede multissetorial, articulada e coordenada pela UFSC, envolvendo o Instituto Federal de SC (Campus Itajaí e Gaspar), as Escolas do Mar de Florianópolis, de Governador Celso Ramos e de Bombinhas, as Escolas Azuis CAIC Ayrton Senna da Silva (Balneário Camboriú) e Escola Municipal Professora Maria Ivone Müller dos Santos (Navegantes), Parque Estadual da Serra do Tabuleiro e organizações do terceiro setor: Submarino Caiçara, M’Bau Hoe Clube de Remo, Centro de Iniciativas Ambientais Navais e Oceanográficas (CIANO) e Instituto Caipora.
Para acessar o livro, clique aqui.
Mais informações no vídeo de divulgação do projeto no YouTube.
Ouvir uma conversa em um local movimentado, acompanhar uma reunião ou estar em uma sala de aula pode ser um desafio para pessoas que utilizam implantes cocleares. Melhorar essa experiência é o objetivo de uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que recebeu Menção Honrosa no Prêmio de Tese de Doutorado da Sociedade Brasileira de Telecomunicações (SBrT), edição 2026. O trabalho é de Paulo Henrique Gubert , egresso do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica (PPGEEL) da UFSC, e tem como título Redução de ruído em implantes cocleares utilizando máscaras tempo-frequência de baixa latência baseadas na envoltória temporal. A tese foi orientada pelo professor Márcio Holsbach Costa e coorientada pelo professor Bruno Catarino Bispo.
Os implantes cocleares são dispositivos que ajudam pessoas com perda auditiva severa a profunda a perceber os sons. Por meio de um sistema eletrônico, transformam os sons captados por um componente externo em estímulos elétricos que chegam ao nervo auditivo. Apesar dos avanços dessa tecnologia, compreender a fala em ambientes com muito barulho ainda é uma dificuldade.
Segundo Bruno, a inteligibilidade de palavras entre usuários de implantes cocleares pode chegar a aproximadamente 80% em ambientes silenciosos. Quando há ruído, porém, esse percentual pode cair para 50%, 40% ou até 20%, dependendo da intensidade da interferência. “Embora os implantes cocleares modernos possam proporcionar inteligibilidade de fala suficiente em ambientes livres de ruído, permitindo uma comunicação social adequada, seu desempenho deteriora-se significativamente na presença de ruídos.” explica o professor.
A tese propõe uma nova maneira de reduzir os ruídos captados pelos implantes cocleares. Para isso, utiliza técnicas chamadas máscaras tempo-frequência, que identificam quais partes do som estão mais comprometidas pelo ruído e aplicam filtros para diminuir essa interferência.
O diferencial da pesquisa está na preocupação em preservar a envoltória temporal da fala, ou seja, as variações de intensidade dos sons ao longo do tempo. Essa informação é fundamental para reconhecer os sons das palavras e compreender o que está sendo dito. As técnicas tradicionais de redução de ruído nem sempre preservam adequadamente essa característica. Por isso, o estudo desenvolveu novos métodos que procuram diminuir os sons indesejados sem comprometer as informações importantes para a compreensão da fala. “A pesquisa buscou equilibrar a redução de ruído e a preservação das informações importantes para a compreensão da fala.”, destaca Bruno.
Os resultados indicaram melhorias de até 3,4% em medidas objetivas de inteligibilidade, em comparação com técnicas já utilizadas. Além disso, foram realizados testes com usuários de implantes cocleares, que apresentaram ganhos de até 6,7% na compreensão da fala. Os experimentos utilizaram a plataforma CCi-mobile, desenvolvida originalmente pelo Center for Robust Speech Systems, da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, e disponível no Laboratório de Pesquisas em Processamento Digital de Sinais (LPDS) da UFSC. A ferramenta permite processar os sons e transmitir os sinais ao implante coclear, sendo compatível com dispositivos da linha Nucleus, da empresa Cochlear.
Rosângela Matos | agecom@contato.ufsc.br
Estagiária da Agecom | UFSC

Professor Rosendo Yunes dedicou mais de 20 anos à docência na UFSC e era reconhecido como um dos cientistas mais influentes do mundo (Foto/Divulgação)
A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) comunica com pesar o falecimento do professor Rosendo Augusto Yunes, docente aposentado do Departamento de Química. Ele faleceu nesta quinta-feira, 5 de novembro, aos 92 anos. Rosendo atuou como professor da UFSC entre 1979 e 1998, quando se aposentou, permanecendo como professor voluntário até 2001. Em 2021, recebeu o título de professor emérito da Universidade.
Nos últimos anos, o professor Rosendo Yunes figurou nas listas de cientistas mais influentes do mundo, elaborado pela prestigiada editora Elsevier. Ele foi citado inclusive na última lista publicada, que reconhece a contribuição às ciências ao longo de toda a carreira dos pesquisadores.
O professor Rosendo nasceu em Santiago del Estero, na Argentina, e fez graduação e posteriormente doutorado em Química na Universidade Del Litoral (UDL). Em 1976, concluiu pós-doutorado na Indiana University, IU Bloomington, nos Estados Unidos. Foi professor da Universidad Nacional del Litoral, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP), professor visitante da Indiana University, nos Estados Unidos, durante o pós-doutorado, e docente da Universidad Católica de Santa Fé.
Em 1979, Rosendo Yunes ingressou na UFSC como professor do Departamento de Química do Centro de Ciências Físicas e Matemáticas (CFM). Até 2001, dedicou-se ao ensino de Química para cursos de Graduação e Pós-graduação na Universidade. Além disso, exerceu também funções administrativas no Centro: entre 1984 e 1986 foi coordenador do curso de Pós-Graduação em Físico-Química, cargo ocupado novamente entre 1989 e 1991.
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Selvino Neckel é professor do departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC. Foto: divulgação/PELD-BISC
O professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Selvino Neckel de Oliveira foi homenageado pelo colega Luiz Carlos Pinho, que nomeou uma nova espécie de inseto como Polypedilum neckeli. A descoberta faz parte de uma publicação que descreve 21 novas espécies de polypedilum, um gênero de mosquitos. O artigo, de autoria de Pinho e outros quatro pesquisadores brasileiros e noruegueses, foi publicado em julho na revista científica Brill.
“É uma homenagem, um reconhecimento pela contribuição que ele faz para as pesquisas em biodiversidade em Santa Catarina, além de ser um amigo meu”, conta o professor Pinho. O nome, em latim, significa polypedilum do Neckel. Para ele, a escolha do nome científico é muito importante. “Isso fica eternizado, porque esses nomes são para sempre e para o mundo inteiro. O nome científico é o nome oficial para a espécie em qualquer idioma, em qualquer tempo, em qualquer lugar.”
Selvino Neckel é professor do Departamento de Ecologia e Zoologia do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da UFSC e foi coordenador do programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração sobre Biodiversidade de Santa Catarina (PELD-BISC). Especializado em anfíbios, ele mesmo já participou da catalogação de espécies. “Mas por trás dessa homenagem tem dois grandes programas do CNPq, que é o Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio) e o Programa Ecológico de Longa Duração (Peld). Sem esses dois programas, não teria provavelmente essa e outras espécies novas sendo descobertas no estado de Santa Catarina”, ressalta.
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O Laboratório de Telemedicina da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) apresentou suas pesquisas mais recentes em 11 artigos debatidos durante a IEEE International Conference on E-health Networking, Application & Services (HEALTHCOM 2026), conferência internacional realizada nos Estados Unidos e focada na intersecção entre tecnologia, redes de comunicação, inteligência artificial e saúde. Os trabalhos contaram com a participação de 27 coautores vinculados ao laboratório, entre professores, pesquisadores e estudantes.
O professor Douglas Dyllon Jeronimo de Macedo, do Departamento de Ciência da Informação, explica que as 11 pesquisas apresentadas no evento abordam avanços em inteligência artificial, aprendizado de máquina, processamento de imagens médicas, telemedicina e segurança da informação aplicados à saúde digital. “Os trabalhos exploram o uso de modelos de linguagem de grande escala (LLMs) para geração e sumarização de documentos clínicos, extração multilíngue de informações médicas e aprimoramento de registros eletrônicos de saúde”, explica.
Um dos destaques é a área de diagnóstico assistido por inteligência artificial, cujos trabalhos investigam técnicas de aprendizado profundo para detecção de fraturas, identificação de alterações pulmonares associadas à exposição ao amianto, análise de imagens citopatológicas e segmentação de imagens de ultrassonografia fetal. “Também são abordadas soluções para predição de riscos gestacionais, garantia da qualidade em serviços de teledermatologia, otimização do processamento de dados em dispositivos de Internet das Coisas (IoT) e proteção de sessões em sistemas de telessaúde”, resume.
As pesquisas, de acordo com ele, destacam a produção científica desenvolvida na UFSC na área de saúde digital e reforçam a inserção internacional das pesquisas conduzidas pela Universidade. “Em conjunto, os estudos evidenciam a diversidade das pesquisas desenvolvidas e seu potencial para contribuir com soluções de saúde digital mais inteligentes, eficientes, seguras e confiáveis. Importante salientar que estas pesquisas, quando em estágio de virarem produtos de software, irão apoiar diretamente a saúde da população brasileira no SUS, através da plataforma Sistema de Telemedicina e Telessaúde”.
O IEEE HEALTHCOM é uma conferência científica internacional que reúne pesquisadores, profissionais e especialistas para discutir avanços e desafios relacionados à aplicação das tecnologias da informação e comunicação na área da saúde digital. O evento proporciona um ambiente de intercâmbio científico, apresentação de resultados de pesquisas e estabelecimento de colaborações entre instituições de diferentes países.
Participação da UFSC
A delegação do Laboratório de Telemedicina presente em Nova York foi composta pelo professor Douglas e pelos estudantes Mauricius Santos e Thiago Zimmermann, da Pós-Graduação em Ciências da Computação, e Pablo Pimentel, da UFSC Araranguá. O grupo participou das atividades científicas e da apresentação dos trabalhos aceitos.
Para Douglas, a visibilidade aos trabalhos desenvolvidos na UFSC representa um resultado significativo para o Laboratório de Telemedicina e reflete o trabalho conjunto de professores, estudantes, pesquisadores e colaboradores envolvidos em seus projetos. “A participação em conferências internacionais como o IEEE HEALTHCOM contribui para ampliar a visibilidade da produção científica da UFSC, fortalecer redes de colaboração e promover a circulação internacional do conhecimento produzido na Universidade”, comenta.
O Laboratório de Telemedicina da UFSC é um laboratório de pesquisa, extensão e inovação, localizado no Hospital Universitário e no Departamento de Informática e Estatística, que atua na área de saúde digital, desenvolvendo sistemas e plataformas para Telemedicina e Telessaúde, atuando desde dezembro de 2000. Nos últimos 26 anos, o laboratório contribuiu diretamente para o desenvolvimento da saúde pública brasileira, tendo seus produtos de software sendo utilizados em todo o território nacional.
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Evento reuniu reuniu mais de 700 líderes e especialistas em Dubai. Foto: Kamal Kimaoui/World Economic Forum
Estudante de doutorado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Felipe Cordeiro Serigheli está entre as 20 lideranças emergentes com menos de 30 anos ligadas à comunidade do Fórum Econômico Mundial (FEM) na lista Future20. O reconhecimento está relacionado à participação no Annual Meeting of Global Future Leaders 2026, realizado em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, de 13 a 15 de outubro.
O evento, organizado pelo Governo dos Emirados Árabes Unidos e pelo FEM, reuniu mais de 700 líderes e especialistas dos setores governamental, empresarial, acadêmico, esportivo e cultural. A participação de Luiz no encontro proporcionou diálogos com essas lideranças emergentes de diferentes países sobre tecnologia, governança, diversidade e os desafios envolvidos na construção de futuros mais justos e sustentáveis.
Natural de Videira, interior de Santa Catarina, Luiz tem formação em Bacharelado e Licenciatura em Ciências Biológicas pela UFSC. Durante o mestrado em Ecologia, desenvolveu uma pesquisa sobre os efeitos da invasão de uma planta exótica nas interações entre abelhas e plantas nativas em áreas de restinga de Florianópolis. O estudo contribui para a compreensão dos impactos de espécies invasoras sobre as relações ecológicas e a conservação da biodiversidade.
Atualmente, sua trajetória acadêmica e educacional abrange temas como mudanças climáticas, justiça climática e a participação de comunidades historicamente marginalizadas, incluindo a comunidade LGBTQIAPN+, na construção de soluções socioambientais.
Segundo Luiz, o reconhecimento representa uma oportunidade de ampliar a visibilidade da ciência desenvolvida na UFSC e no Brasil, levando perspectivas da pesquisa ecológica, da conservação da biodiversidade e da justiça climática a espaços internacionais de diálogo e tomada de decisão.
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Lorena Oliveira é mestranda do Programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária Convencional e Integrativa, do campus de Curitibanos da UFSC (Foto: Divulgação)
As pesquisas da médica veterinária Lorena Oliveira, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária Convencional e Integrativa, do campus de Curitibanos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), foram tema de uma reportagem publicada no Portal Sechat, especializado em informações sobre cannabis medicinal.
De acordo com a reportagem, Lorena Oliveira se dedica a estudar os efeitos de longo prazo do uso de canabinoides em tratamentos de cães e gatos no Brasil. Embora esses produtos sejam bem tolerados pelos animais, em tratamentos prolongados é necessário o acompanhamento de profissionais e monitoramento da função hepática por meio de exames.
Os estudos podem contribuir para aperfeiçoar o acompanhamento clínico de cães e gatos que usam canabinoides, orientar a prescrição veterinária e ampliar o acesso responsável ao tratamento.
A mestranda também pretende trabalhar com produtos disponíveis no Brasil, com óleos utilizados na rotina clínica, para a produção de evidências científicas nacionais.
Veja a reportagem completa neste link.
O livro Boas Práticas Agrícolas na Cadeia Produtiva de Hortaliças, lançado em 22 de outubro de 2026, está disponível gratuitamente neste link. A obra foi editada pelo professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Marciel J. Stadnik, além dos professores Rosana Rotondo, da Universidade Nacional de Rosário (Argentina); e Olga Vasek, da Universidade Nacional do Nordeste (Argentina).
O lançamento ocorreu em Porto Alegre (RS), durante as Jornadas de Jovens Pesquisadores da Associação de Universidades Grupo Montevidéu (AUGM), e o livro é resultado de uma iniciativa do Comitê Acadêmico Agroalimentar da AUGM.
A obra aborda os principais desafios para a construção de sistemas de produção hortícola mais sustentáveis, eficientes e seguros, conciliando viabilidade econômica, conservação dos recursos naturais e oferta de alimentos frescos e saudáveis à população.
A publicação contempla diferentes etapas da cadeia produtiva, desde a evolução dos sistemas de produção e a aplicação das Boas Práticas Agrícolas na produção primária até o manejo de pragas e doenças, o uso de bioinsumos, a colheita, a conservação pós-colheita, o acondicionamento, a comercialização e a redução das perdas de alimentos. Também aborda os processos de deterioração biológica e os fatores que afetam a qualidade e a segurança das hortaliças.
A obra reúne contribuições de especialistas de universidades sul-americanas, fortalecendo a cooperação acadêmica e científica regional e a troca de conhecimentos voltados à sustentabilidade da cadeia produtiva de hortaliças. A publicação representa mais uma contribuição da cooperação universitária sul-americana para a disseminação do conhecimento científico e o desenvolvimento de práticas agrícolas mais sustentáveis.
Acesse o livro aqui.
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O veleiro ECO, da UFSC, tem capacidade para cerca de 10 pessoas e dá suporte às coletas e pesquisas em campo. Foto: Reprodução Labeco UFSC
De 26 a 30 de outubro, pesquisadores de diferentes instituições do país embarcam em uma expedição científica para coletar algas em Santa Catarina, com o objetivo de comparar a diversidade atual com registros históricos e investigar efeitos do aquecimento e da urbanização. Coordenada pelo professor Paulo Horta, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a expedição é parte do projeto Algas & Clima, do Programa Fapesp para o Atlântico Sul e Antártica (Proasa), e contará com o Veleiro Expedições Científicas Oceanográficas (ECO), da UFSC, para levar os pesquisadores aos pontos de mergulho e coleta na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo.
Descrita como um “santuário”, a reserva protege a biodiversidade marinha da região subtropical. “O trabalho de campo é custoso, e nem sempre temos a oportunidade de realizá-lo. Nesta expedição, poderemos revisitar bancos de algas com registros de 40 ou 50 anos atrás e comparar como estão hoje, se houve mudanças na diversidade e na quantidade de algas. Ainda conhecemos muito pouco do fundo do mar e esperamos encontrar espécies novas para a flora brasileira”, afirma a professora Mutue Toyota Fujii, do Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA), de São Paulo.
Segundo Horta, as coletas estão previstas nas ilhas do Arvoredo, Deserta e das Galés. “A identificação das espécies, incluindo possíveis espécies novas para a ciência e outras ameaçadas, deverá permitir o mapeamento de áreas mais vulneráveis e de refúgios para a biodiversidade. Esse diagnóstico poderá orientar a gestão costeira e apoiar medidas de adaptação às mudanças climáticas e de mitigação de seus efeitos”, explica o pesquisador.
A comparação entre as algas coletadas na expedição e os registros antigos ajudará a testar a hipótese de tropicalização da flora marinha. Os pesquisadores querem avaliar se o aquecimento está favorecendo espécies associadas a águas mais quentes e modificando a composição das comunidades locais.
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Membro da Protto UFSC Motorsport apresenta o protótipo para visitantes (Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC)
Com estandes movimentados no hall da Reitoria, o último dia da Feira de Ciências da 23ª SEPEX, nesta quinta-feira, 22 de outubro, destacou a inovação e o protagonismo estudantil da UFSC. Entre as atrações, equipes de competição vinculadas ao Centro Tecnológico (CTC) chamaram a atenção do público.
A Protto UFSC Motorsport possui aproximadamente 40 integrantes de diferentes cursos de graduação e desenvolve um protótipo de veículo de corrida para disputar a Fórmula SAE Brasil. A competição reúne equipes formadas por estudantes de universidades públicas e privadas. A disputa é realizada anualmente em agosto e vai além das provas dinâmicas. “A competição tem provas estáticas, voltadas para a engenharia, onde o pessoal apresenta o trabalho e como eles tomaram as decisões do projeto”, afirma Luiza Casarotto, do curso de Engenharia Mecânica e integrante do projeto. Atualmente, a equipe conta com quatro pilotos e recebe incentivo de patrocinadores que viabilizam a participação nas competições.
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Nos dias 20 e 21 de outubro, o Campus Blumenau da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realizou a Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Sepex). O evento integra a programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), que este ano teve o tema “Ciência Delas”. Durante os dois dias, foram realizados diversos minicursos, palestras, Feira de Ciências, Mostra de Artes Visuais e apresentações dos trabalhos de pesquisa desenvolvidos no campus.
A cerimônia de abertura foi realizada no dia 20, no Teatro Michelangelo, e contou com a participação do diretor do campus, Adriano Péres, além de servidores e estudantes. O diretor agradeceu a presença do público e desejou um bom evento a todos. “Fiquei feliz com o tema deste ano porque é um orgulho e uma satisfação comemorarmos o avanço das mulheres na ciência. Os três maiores nomes na pesquisa do nosso campus são mulheres, são pesquisadoras de relevância, que são citadas por outros autores”, disse Adriano.
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O professor Eduardo Antonio Temponi Lebre, vinculado ao curso de Direito da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), acaba de lançar o livro O Conceito de Justiça Democrática: seu processo de conhecimento e a questão da separação dos poderes na República. A obra já está disponível gratuitamente para download neste link.
Segundo o autor, o livro pretende ir além de dados fornecidos tanto pela Ciência Política quanto pela Ciência do Direito. Ele recorre à Filosofia do Direito e do Estado para buscar uma universalização do conhecimento de Justiça Democrática, à luz da sociedade politicamente organizada que integra o Estado.
Haverá um lançamento acadêmico no dia 05 de novembro de 2026 no congresso nacional da Academia Catarinense de Direito do Trabalho.
Acesse o livro aqui.
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Estudantes de ensino médio visitam os estandes no hall da Reitoria (Foto: Gustavo Diehl/Agecom/UFSC)
O segundo dia da 23ª Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Sepex) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), 21 de outubro, movimentou a comunidade acadêmica. Professores e estudantes de graduação e pós-graduação do Campus Curitibanos apresentam seus projetos no Hall da Reitoria. Ao todo, são apresentados 14 projetos desenvolvidos pelos quatro cursos disponíveis no planalto catarinense: Medicina, Engenharia Florestal, Medicina Veterinária e Agronomia.
O Projeto de Educação Tutorial (PET) Ciências Agrárias, do Centro de Ciências Rurais (CCR), apresentou o museu itinerante de anatomia e expôs esqueletos de animais como cães, golfinhos e vértebras de grandes animais para proporcionar uma experiência sensorial aos visitantes. O projeto também apresenta jogos educativos sobre a fauna brasileira e oficina de origami, com a confecção de um dos modelos mais conhecidos da técnica, o tsuru (representa uma ave de pernas e pescoço compridos). Além das atividades presenciais, o PET mantém um programa de rádio voltado à comunidade para debater saúde pública e orientar tutores sobre cuidados diários com animais domésticos. O projeto também atua no resgate e preservação de animais silvestres, divulgando a importância ecológica de espécies locais como os gambás. “A gente possui um laboratório de animais silvestres e atendemos diversos animais. Já tivemos o prazer de atender gato selvagem e leão-baio”, explica Maria Eduarda Fernandes, estudante de medicina veterinária.
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Teleconferência da ministra Cármen Lúcia foi transmitida para o público presente no Auditório Garapuvu (Fotos: Henrique Almeida – Agecom/UFSC)
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferiu nesta terça-feira, 20 de outubro, a palestra “Justiça delas”, conferência de abertura da 23ª Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Sepex) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A palestra foi transmitida diretamente de Brasília, a partir das 19 horas, e exibida ao público presente no Auditório Garapuvu, com participação de tradutores e intérpretes de Libras.
A vice-reitora Felipa Amadigi foi a anfitriã do encontro e afirmou ser uma alegria e uma honra moderar a conferência de abertura da Sepex, que é “o momento de celebração do que a universidade pública tem de mais potente”. Para Felipa, é nesse momento que a UFSC se apresenta à sociedade em toda a sua diversidade. De acordo com ela, a ciência produzida pela universidade não está isolada em laboratórios. “A ciência vive quando responde aos desafios de nosso tempo e melhora a vida das pessoas”.
De acordo com a vice-reitora, não existe excelência acadêmica sem pessoas valorizadas e não existe universidade pública forte sem condições de trabalho e estudo, sem financiamento, sem infraestrutura e sem políticas institucionais que garantam continuidade, qualidade e inclusão.
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A Feira de Ciências é um dos principais atrativos da 23ª Semana de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Sepex) da Universidade Federal de Santa Catarina. No Centro de Cultura e Eventos Luiz Carlos Cancellier de Olivo estão montados mais de 80 estandes da mostra – outros estão no hall da Reitoria. A Sepex também oferece 17 rotas temáticas, mais de 120 minicursos e atrações artísticas e culturais. Os estandes da Feira de Ciências apresentam projetos de ensino, pesquisa e extensão da UFSC, além de equipes de competição e ações institucionais.
Entre a diversidade de iniciativas apresentadas, a pesquisa APS Plural, orientada pela professora Lívia Gonçalves (Departamento de Farmácia), busca capacitar profissionais de saúde para um atendimento inclusivo à população LGBTQIAPN+ nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Santa Catarina. O projeto envolve entrevistas para a criação de matrizes de competência, com planos de expansão futura para a sociedade. No estande, o público pode participar de uma dinâmica de cartas. Para o estudante Ryan Catarine, a atividade trouxe reflexões valiosas: “O joguinho é importante e faz a gente refletir. Gostei muito e ainda ganhei um broche!”, celebrou.
O Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA) levou para a feira uma dinâmica interativa com jogo da memória e panfletos informativos. De acordo com Samantha Sant’Ana, servidora da UFSC, o objetivo é aproximar o público da história do continente. “As pessoas precisam relacionar os nomes com as fotos de figuras latino-americanas representadas; essa é a ideia do jogo”, explica. Ela destaca ainda que o IELA abrange diversas frentes, integrando estudos sobre economia, política e história. A iniciativa chamou a atenção de quem passou pelo local. Para Jediane Port, estudante de Física e integrante do projeto Meninas na Ciência, a experiência foi desafiadora: “É o primeiro estande que estou visitando e eu não conhecia o projeto. Achei o jogo difícil, tem muitos nomes que a gente até conhece, mas aqui estamos tendo que fazer um cara-crachá'”, afirmou.
A cobertura do evento também passa pela Rádio Ponto UFSC, que realiza transmissões ininterruptas, uma tradição mantida desde a primeira edição da Sepex. Para Luisa Martini, caloura do curso de Jornalismo, a experiência foi produtiva. “Esta foi minha primeira vez trabalhando na Sepex. Todos as pessoas que estavam nos estandes foram bem atenciosas. Mesmo receosa, eu adorei”, explica.
A Feira de Ciências da Sepex continua até dia 22, quinta-feira. Para mais informações, acesse o site oficial do evento.
João Hasse | agecom@contato.ufsc.br
Estagiário da Agecom | UFSC
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A Universidade Federal de Santa Catarina ficou na quinta posição entre as federais brasileiras no ranking mundial da plataforma Research.com, o Best Universities in the World 2026 Ranking e em oitavo lugar entre todas as instituições do país. O Research.com se apresenta com o compromisso de incentivar cientistas, líderes do setor, formuladores de políticas e instituições acadêmicas em todo o mundo a explorar áreas de conhecimento de vanguarda.
O ranking abrange um conjunto de dados que inclui perfis de 279.971 cientistas, identificados por meio de fontes de dados bibliométricos em todas as principais disciplinas científicas. As métricas são baseadas em citações, com coleta em 12 de janeiro de 2026. A posição de cada instituição no ranking é determinada pela soma de índices que quantificam o impacto de um pesquisador em uma disciplina específica, analisando exclusivamente publicações e dados de citações pertinentes a essa área.
No Brasil, 88 instituições foram alvo do acompanhamento, com a UFSC contando com 38 cientistas no cômputo geral. A plataforma explica que, para assegurar um alto padrão de qualidade e contribuições relevantes, foram considerados apenas cientistas que atingiram um índice D igual ou superior a 20. O índice D estabelecido pela Research.com é baseado no índice H, elemento que contabiliza as publicações globais e citações recebidas ao longo da carreira por parte do pesquisador.